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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

Coisas a evitar depois do jantar #1

por Zé, em 27.04.14

 

Ver programas de culinária depois das 10 da noite. Regra geral, quem sofre é o pacote das bolachas.

O herói de Abril

por Zé, em 25.04.14

 

Tantas comemorações e festas dedicadas aos 40 anos da Revolução e em todas elas há uma falha inacreditável: a ausência de referências a Salgueiro Maia. 

O homem mais importante daquele dia 25 de Abril de 1974, o verdadeiro herói do golpe de estado é praticamente esquecido. Do alto dos seus 29 anos, liderando um grupo de militares imberbes, que não sabiam manejar uma arma quanto mais um canhão, conseguiu fazer tremer a resistência do regime e obrigar Marcello Caetano a render-se. O sangue frio que demonstrou durante o cerco ao Quartel do Carmo, mesmo quando soube estar a ser cercado por tropas fiéis ao regime, será sempre um símbolo de resistência. Pena é que quer a Assembleia da República, quer os elementos da Associação 25 de Abril não estejam minimamente interessados em recordar a sua figura.

 

5 sugestões para aproveitar o feriado

por Zé, em 24.04.14

 

5 sugestões para o feriado

 

 

Ainda nem há uma semana tivemos direito a fim-de-semana prolongado (obrigado Jesus!) e já temos outro à porta. Neste caso, os grandes culpados foram os militares do MFA, que na madrugada de 24 para 25 de Abril de 1974 decidiram saír das casernas e derrubar a mais longa ditadura europeia, quase a entrar nos 50 anos de existência.

Á conta da revolução, temos agora direito a três dias para fazer a actividade mais bonita do mundo: o "dolce far niente". Mas se forem como eu e não conseguem ficar quietos, apontem na agenda estas 5 sugestões maravilhosas para desfrutar do merecido descanso:

 

1) Visitar o Palácio de São Bento

"Olha-me este. Então aqueles gajos só nos estão a roubar dinheiro, e ainda quer meter-nos a visitar o Palácio de São Bento?". Calma, amigos, calma: o palácio não tem culpa da incompetência dos seus moradores. Muito pelo contrário: é uma autêntica obra de arte, construída em 1837 e que se transformou a partir de 1933 em residência oficial dos chefes de estado. Normalmente as visitas ao palácio são interditas, mas neste fim-de-semana do 25 de Abril todos podem visitá-lo. Amanhã estará somente aberto das 15h ás 17h, enquanto sábado e domingo as portas abrem-se a partir das 10h00. A entrada é gratuita, e até pode ser que recebam algumas surpresas durante o passeio...

 

2) Assistir a um espectáculo musical e pirotécnico no Terreiro do Paço

Já esta noite, a partir das 22h30, o Terreiro do Paço recebe um magnífico espectáculo que junta a música, o fogo de artificio e as projecções-vídeo. O motivo é óbvio - as comemorações do 25 de Abril. Agora reparem bem em quem nos vai dar música: B Fachada
Camané
Capicua
Capitão Fausto
Carlos Guerreiro
Coro Lisboa Cantat
Couple Coffee
Dead Combo
Flak
João Peste
JP Simões
Júlio Pereira
Linda Martini
Maria do Céu Guerra
Norberto Lobo
Stereosauro
Velha Gaiteira
Xana
You Can’t Win Charlie Brown (YCWCB)
Zeca Medeiros. 

Ufa. Mas há mais: ás 22h30 as fachadas do Terreiro do Paço serão totalmente inundadas por uma projecção relativa aos principais momentos da Revolução de 1974, num projecto de video mapping. E lá para a uma da manhã, um grandioso espectáculo pirotécnico invade o Rio Tejo, ao som de "Grândola Vila Morena", representando uma chuva de cravos e a bandeira nacional. Tudo entrada livre, claro está

 

3) Conheça a história das Forças Armadas

Também no Terreiro do Paço, mas até domingo, as Forças Armadas mostram toda a sua história através de exposições, exercícios militares, concertos da Banda da Armada e da Orquestra Ligeira do Exército e uma actuação de equipas cinotécnicas do exército. Podem ver as famosas chaimites, utilizadas durante o golpe de estado, e ficar a conhecer as cozinhas de campanha, uma piscina para "batismos de mergulho" (ui, nem quero imaginar o que seja!), uma torre de escalada e uma tenda "airsoft". Tudo boas razões para ficar um bocadinho mais informado sobre as actividades do Exército Português.

 

4) Veja a peça "Pilades", no São Luiz

A magnífica companhia de teatro da Cornucópia decidiu comemorar o 25 de Abril com uma peça... da Grécia Antiga. "Pilades", escrita pelo mítico Ésquilo, é levada a cena pela companhia de Luís Miguel Cintra no Teatro São Luiz, até ao dia 4 de Maio. Oportunidade para ver uma brilhante representação sobre o poder e a queda de Atenas, recheada de referências a Sophia de Mello Breyner, Zeca Afonso e Pasolini, num piscar de olhos à revolução.

 

5) Divirta-se com "Os Marretas Procuram-se"

Os mais pequenos também têm direito a divertir-se. E que tal um salto à sala de cinema para ver a nova aventura dos velhinhos Marretas? Desta vez "Os Marretas Procuram-se" juntam-se a dois monstros da comédia - Ricky Gervais e Tina Fey - numa viagem trapalhona pela Europa. 

Cenas de uma casa cheia de shelfies

por Zé, em 07.04.14

O desafio da Ler é interessante: transformar as nossas estantes de livros em "shelfies", autênticos auto-retratos da experiência de cada um enquanto leitor. No meu caso a tarefa é complicadíssima. Não tenho apenas uma estante cheia de livros para fotografar, mas pelo menos umas 4. Aqui deixo as mais cheinhas, coitadas, onde já não existe espaço para uma agulha. Shelfies de um comprador compulsivo de livros. Ainda este sábado foram mais 3.

 

Estante número 1, com exemplares variados, desde literatura nhec (sim estão ali todos os livros do Dan Brown, mais os 7 Harry Potter) até aos clássicos (podem ver o Saramago, o Murakami, os Maias).

 

 

 E aqui a minha colecção de livros sobre a História de Portugal para todos os gostos. Sim, sou um ávido leitor de livros sobre a História do nosso país. Este rectângulo é tão mau que ler sobre a sua História se transforma numa aventura incrível.

 

 

A essência de ser Ronaldo

por Zé, em 13.01.14

Cristiano Ronaldo venceu a segunda Bola de Ouro (foto LUSA)

Em oito dias o Portugal futeboleiro oscilou entre as lágrimas por Eusébio e os pulos de alegria pelo seu legítimo herdeiro. Cristiano Ronaldo conquistou, pela segunda vez na ainda fulgurante carreira, a descredibilizada Bola de Ouro. 

Sejamos sinceros: toda a gente já sabia que o vencedor do galardão seria o português. Após os brilhantes jogos frente à Suécia nos quais marcou os quatro golos da vitória, uma brilhante campanha de relações públicas foi montada, quer pela Selecção quer pelo Real Madrid, com o intuito de forçar a FIFA a reabrir as votações para a Bola de Ouro. Até Novembro, pelos vistos, Messi ganhava sem espinhas. Mas o facto de Ronaldo ter, literalmente, carregado a Selecção às costas rumo ao Brasil, reforçou a sua imagem de super-homem capaz de reinventar-se e ganhar forças, mesmo nos momentos mais complicados.

Há algumas semanas um bando de jornalistas estapafúrdios, daqueles que já não sabem o que mais inventar para vender jornais ou encher horas de emissão televisiva, desatou a fazer comparações entre Eusébio e Ronaldo. Qual dos dois é o melhor?, perguntavam eles entre sorrisos alarves. Pois aqui respondo: nenhum. Não se podem comparar épocas, estilos de jogo, equipas em que estão inseridos, até condições económicas e tecnológicas. Os dois foram e são exemplos magníficos das respectivas gerações. 

Agora é tempo de Ronaldo voltar a pensar no trabalho. Ele é, por muito que custe a certos intelectuais pobretanas do nosso país, o melhor exemplo de que o trabalho, o esforço, a dedicação e o gosto pela profissão são as razões principais - embora não totalmente as únicas - quando se quer atingir a perfeição. 

Ao receber o prémio Ronaldo chorou. Os detractores ter-lhe-ão chamado mariconço e azeiteiro ao verem esse momento em directo. Ele não se importa. Chorar faz parte das reacções humanas. E apesar de CR ser um super-herói, também ele chora. 

 

P.S. A homenagem da FIFA a Eusébio foi patética. Dez segundos de um vídeozeco que até um puto de dez anos consegue fazer. Em contrapartida, o grande Pelé - esse homem que nunca foi homenageado pela FIFA, coitado - esteve quase um quarto de hora a ser bajulado. Vindo de um Blatter azeiteiro, já não admira.

Eusébio não merece o Panteão

por Zé, em 10.01.14

Á primeira vista o título deste texto parece provocatório: Eusébio não merece o Panteão. Porquê? Já lá iremos.

Comecemos por analisar as figuras merecedoras de figurar naquele local considerado "sagrado" para a nação portuguesa. Nele estão sepultados, aparentemente, as pessoas que mais contribuíram para a cultura e política nacional. Criadoras de feitos majestosos, importantissimos na construção do país que hoje somos, pelos livros que escreveram, a sua actuação enquanto ministros ou Presidentes, a luta que travaram pela educação e desenvolvimento do Portugal. Volto a repetir: tudo isto "aparentemente".

Uma análise fria e livre de nacionalismos bacocos deita por terra este argumento. Almeida Garrett merece o seu lugar no Panteão, não apenas por ser autor de obras essenciais do movimento romântico em Portugal, mas também por se ter revelado figura essencial na luta entre Liberais e Absolutistas no século XIX. Humberto Delgado foi o primeiro grande opositor ao regime do Estado Novo, apresentando-se como candidato às Presidenciais de 1958 e lutando taco a taco com o eleito de Salazar, o Almirante Américo Tomás. Galvanizou o país graças a uma campanha eleitoral forte e destemida, apesar dos entraves colocados pela máquina censitória da ditadura. O papel que desempenhou na denúncia, até no estrangeiro, do regime permitiu-lhe entrar nos anais da História como o "General Sem Medo". Merece estar no Panteão? Claro que sim. 

Mas agora chegamos ás presenças duvidosas. Aquilino Ribeiro, escritor brilhante, foi antes disso fabricante de bombas e um dos autores do plano para assassinar o rei D. Carlos e o herdeiro Luís Filipe. Desde quando um terrorista e criminoso merece estar no Panteão? Desde que a República o reabilitou como "salvador da pátria". Sidónio Pais chegou à Presidência do país após um golpe de Estado em 1917, e instaurou uma ditadura em pleno regime republicano. Nada de importante deu ao país, a não ser a criação da "Sopa dos Pobres", mais direccionado a um culto da personalidade do que a verdadeira intenção altruísta. Óscar Carmona só não chegou a ditador porque Salazar o ultrapassou e deixou-lhe ficar somente o cargo de Presidente da República. De obra relevante, zero. Teófilo Braga foi melhor literato e historiador da cultura portuguesa do que propriamente Presidente. Manuel de Arriaga a mesma coisa - aliás na época foram ambos considerados presidentes medíocres e sem capacidades de liderança. 

E por fim, chegamos a Amália e Eusébio. Podem não ter escrito obras literárias importantíssimas, liderado governos complicados, organizado atentados terroristas. Mas marcaram o seu tempo. Deixaram gravadas páginas incríveis da História de Portugal. Viajaram por todo o mundo dando a conhecer a cultura portuguesa. Tornaram-se verdadeiros embaixadores do País - os primeiros do século XX. Arrastaram multidões para os seus concertos e jogos de futebol, criando legiões de fãs que atravessaram diversas gerações. São figuras populares por direito próprio. Mudaram o país e mudaram com ele. Ajudaram a quebrar um pouco do isolamento internacional a que Portugal esteve sujeito durante a década de 60. Não merecem por isso ser enfiadas num Panteão parvo, onde repousam os restos mortais de personagens medíocres (tirando Garrett, Amália e Delgado, volto a referi-lo) e que em nada simbolizam o povo português.

O "meu" Eusébio

por Zé, em 08.01.14

 

Comecei a apreciar futebol quando tinha os meus 10 anos. Nesse longínquo ano de 1990 as minhas tardes de domingo eram passadas de rádio em punho, saltitando entre estações de rádio para ouvir os relatos. A televisão, apesar de transmitir praticamente todas as semans pelo menos um jogo, não exterminava o gozo que era ouvir um "gooooolo" gritado a plenos pulmões por excelentes profissionais como o saudoso Jorge Perestrelo, o Ribeiro Cristóvão, o David Borges, o Fernando Correia e o Carlos Daniel. A voz grave e ritmada destes decanos do jornalismo desportivo fazia-me viajar por estádios de norte a sul do País e transmitiam tal emoção que nunca deixei de acompanhar as partidas através das ondas hertzianas.

Agora imaginem como as pessoas vivas em 1966 acompanharam os golos e exibições fantásticas do Eusébio no Mundial de Inglaterra. A televisão ainda era um luxo para a maioria das famílias, com transmissões em fase experimental e de fraca qualidade. Quem mesmo assim não quis perder os jogos da Selecção nesse ano teve de socorrer-se do velhinho transístor. E que emoção não terão sentido ao ouvir Artur Agostinho e Fernando Correia, enviados da Emissora Nacional e do Rádio Clube Português, explodir de alegria com os tentos da Pantera Negra? 

O meu pai nessa altura teria também os seus 10 anos. Este domingo, quando ouvimos na rádio - estávamos numa pastelaria - a notícia da morte do grande Eusébio, o meu velho chorou. E sem que eu lhe pedisse nada, começou a contar-me histórias da infância. Como daquela vez em que ele era o único miúdo da escola a ter o tão desejado "cromo" do jogador do Benfica. Ou do momento em que pediu ao pai para irem ver a chegada da Selecção a Lisboa, e conseguiu arrancar um autógrafo ao ídolo. 

Há poucos anos tive a oportunidade de seguir as pisadas do meu pai. Ao jantar com um grupo de amigos na Catedral da Cerveja dei de caras com o grande Eusébio. Fiquei paralisado. Não sei quais foram as minhas primeiras palavras, mas lembro-me de lhe ter contado o episódio do meu pai em 66. Apenas retive na memória um sorriso enorme e uma confissão inesperada: "eu lembro-me do teu pai. Foi o único sportinguista a quem dei um autógrafo quando regressámos de Inglaterra. Dá-lhe um abraço por mim".

Morreu o grande Eusébio. Morreu também uma parte de Portugal: aquela que ainda mantém intacto o orgulho pelos seus ídolos.

Publicidade gratuita (e descarada)

por Zé, em 22.08.13

A minha terra está em festa. A partir de amanhã, e durante 10 dias, a bela vila de Corroios, na não menos bela Margem Sul do Tejo recebe as já tradicionais (e altamente conhecidas) Festas de Corroios. Vinde cá para comer uma bela bifana no Pão e depois andar nos carrosséis - basicamente para deitar fora o que se comeu anteriormente. Dia 30 têm o Quim Barreiros e seus trocadilhos pecaminosos, dia 31 os dinossauros Xutos e Pontapés e a 1 de Setembro os meus Deolinda. 

A publicidade é gratuita. Mas se a Junta de Freguesia me quiser oferecer uma carrada de farturas e churros de borla, não me faço rogado.

O caramelo milionário e a jornalista dos 27 mil euros

por Zé, em 21.08.13

Lorenzo Carvalho provoca Judite Sousa

 

Aqui há umas semanas escrevi um texto sobre a bombástica festa de aniversário do menino-rico luso brasileiro, Lorenzo Carvalho de seu nome. Até Julho não conhecia o marmanjo, mas fiquei de olhos em bico quando ele teve a desfaçatez de convidar a minha bomba-loira Pamela Anderson para a sua festa de aniversário. 

 

Mas parece que Judite de Sousa também não o conhecia e quis tirar-lhe o raio-x, frente a frente e em directo para todo o Portugal ver. Correu-lhe mal. Muito mal. Em especial aquela parte em que tenta justificar uma série de mortes ocorridas na família do rapaz com "assassinatos". Que eu saiba, não estamos propriamente diante de um Don Corleone para ver avozinhas mortas pela máfia.

Judite quis julgar moralmente Lorenzo por este ser podre de rico e não ajudar os pobrezinhos nestes tempos de crise. Pois, minha querida: faça essa mesma pergunta ao seu ex-marido, actual candidato balofo à Câmara de Lisboa, que também deve ter ajudado muita gente com fome nos seus tempos de Sintra...

 

Resumindo e baralhando: Lorenzo é um puto podre de rico, mimado, sem grandes propósitos na vida a não ser gastar à grande e à brasileira a fortuna da família. Mas Judite não tem moral ou poder social para ser transformar em justiceira do povo. O jornalismo português voltou a atingir um nível muito baixo.

Como perdi a oportunidade de ser Euromilionário

por Zé, em 21.08.13

 

Os meus últimos dias têm sido passados a escrever listas com o seguinte título: "o que o Zé faria se ganhasse o Euromilhões". Pensamento temporário, pois as hipóteses de ganhar qualquer coisita, nem que sejam 5 euros, nessa febre dos milhões estão mais próximas do 0 do que de 100 por cento.

 

Para ser sincero nunca achei grande piada aos jogos da sorte. Nos tempos de miúdagem, o meu pai adorava passar para as mãos deste pestinha o boletim do Totobola (alguém se lembra da musiquinha que passava na televisão? Totobola 1X2, lalalalala). Regra geral, colocava cruzinhas nos números de sempre. Nem um cêntimo alguma vez saiu daquelas bolinhas mágicas.

 

Até há bem pouco tempo não ligava patavina ao sorteio do Euromilhões. Ou melhor: só prestava atenção á Marisa Cruz (a rapariga ainda está ali para as curvas). Os números nunca me interessaram "isto só sai a peixeiras do Norte com fama de desbocadas". Mas, meus amigos, parece que a sorte quer bater à minha porta, mas não sabe como. Ontem, dia do sorteio habitual do Euromilhões, resolvi passar pela papelaria aqui da zona. Ás 6 da tarde, com quase 40 graus de temperatura, uma fila enorme quase que dava a volta ao quarteirão. Lá peguei num boletim, meti as cruzinhas nos números que me vieram à cabeça e esperei pela minha vez. Esperei. E voltei a esperar. "Ai que a mulher nunca mais despacha isto". "Chiça que aquele marmanjo de bigode deve ter gasto o ordenado todo a fazer o Euromilhões". "Ó senhora, avance lá com a maquineta que hoje dá bola na televisão e eu ainda tenho de ir ao Pingo Doce".

 

Conclusão: sai da fila e enfiei o raio do boletim no bolso, sem o ter entregue. Ás 9 e meia da noite, quando a menina do Euromilhões anunciou a chave oficial, voltei a olhar para o boletim amarrotado. A esta hora, poderia estar milionário. Sim, caros leitores, naquele fatídico boletim desenhei cuidadosamente bolinhas em torno do 5, 11, 42, 49 e 50 e das estrelas 8 e 11. 80 milhões de euros. Leram bem: neste momento poderia estar a caminho das Maldivas. Mas a senhora da papelaria não deixou e o peixe do Pingo Doce já estava à minha espera.

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