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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

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Guilty pleasure nº4: as novelas da Globo

por Zé, em 28.06.13

Grande culpada neste momento: Avenida Brasil. Sim, é um autêntico "guilty plesaure". Quando estreou, toda a gente na minha casa murmurou "oh não, mais uma novela com sotaque". Na verdade a Gabriela do século XXI já tinha provocado um pequeno terramoto no horário nobre do barraco. Ou melhor: a culpada foi mesmo a Juliana Paes. Quando pensávamos que a FOX, o AXN e o 24 Kitchen iriam finalmente voltar a ocupar as respectivas posições na nossa auto-grelha programativa, eis que os irmãos brasileiros decidem invadir novamente o espaço com uma novelaça.

 

Para falar a verdade, a contaminação da televisão portuguesa com os produtos canarinhos começou há quase 40 anos com... a Gabreial. A Sónia Braga (o nível de sensualidade é ligeiramente inferior ao da Juliana, mas também estava-se em 1976) cortou a respiração ao povo recém-saído de uma ditadura, e até obrigou o Parlamento a serviços mínimos quando a RTP transmitiu o último episódio (mas o Parlamento alguma vez funcionou a 100 por cento??). Já na década de 90, a SIC desatou a comprar tudo o que era novela made in Globo para deleitar-nos após o jantar. 

 

 

Uma das minhas recordações desta época é Terra Nostra. Ah, a Ana Paula Arósio... (suspiros multiplicados por 1 milhão). A primeira paixoneta mediada pelo ecrã de tv que tive na minha vida. Não importava nada a história dos emigrantes italianos que chegavam ao Brasil. A Ana Paula centrava as atenções. O marmanjo por quem ela estava apaixonada não interessa nada para o assunto, mas ajudava a criar uma história que fazia chorar as pedras da calçada. E o mais impressionante - toda a malta via a novela como quem absorve hoje em dia o Big Brother Vip.

 

Os meus compatriotas homens, quando acompanham estas coisas, é por duas razões: as actrizes (que são melhores e mais engraçadas, físicamente falando, que as portuguesas) e as cenas explosivas que por vezes ocorrem. Por exemplo: ainda tenho na memória uma cena em que todo um enorme centro comercial, em forma de Torre de Babel (assim se chamava a novela) desabava em labaredas de fogo com um casal de lésbicas lá dentro. Fogo, Lésbicas, Torre de Babel... Oh meu deus.

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