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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

Guilty nº3: carruagens da Fertagus

por Zé, em 06.05.13

Ok, não será propriamente o guilty pleasure de qualquer pessoa: os bancos de uma carruagem de comboio. Mas os da Fertagus têm algo de especial: cola. Ninguém resiste. Regressado de um irritante dia de trabalho, com 8 horas infernais em que só me apeteceu distribuir um arraial de estalos nas ventas de quem comigo trabalha, o melhor para descontrair, libertar a tensão acumulada nos ombros e mandar embora a maldita dor de cabeça é entrar nas carruagens da Fertagus.

Na verdade, elas não possuem nada de especial. Vão aos da CP e encontram exactamente o mesmo tipo de bancos. Mas os da Fertagus são especiais: limpinhos, sem graffitis e coisas esquisitas espalhadas pelo chão. Os bancos, como já disse, são feitos de uma matéria importante: cola. Quem neles se senta - é limpinho - bate logo uma valente sorna. E então o cenário torna-se surreal: cabeças que entraram no comboio erguidas deixam-se cair subitamente, para trás, para a frente, ou batendo na cabeça do vizinho do lado, também ela subitamente afectada por esta doença. A boca aberta e o ressonar - sim, porque também se emitem roncos valentes nas carruagens da Fertagus...

Guilty nº2: as mães

por Zé, em 05.05.13

"Mãe há só uma, a minha e mais nenhuma". Um slogan à maneira para comemorar o Dia da Mãe. Dia esse que nunca teve um espaço definido no calendário: já foi a 8 de Dezembro, passou pelo mês de Agosto, desde há uns anos estacionou em Maio. Mas as mães nunca mudam. Aliás, as mães parecem nunca envelhecer.

Quando éramos pirralhitos elas surgiam como a nossa maior dor de cabeça. "José, vai lavar os dentes. José vai-te vestir. José Emanuel, eu já te disse para parares de comer pão ás escondidas da mãe!". E lá aparecia eu, meio envergonhado, com a boca bem fechada para não mostar o naco de pão XXL enfiado à pressa para a mãe não ver, esperando levar uns açoites valentes pelo pecado cometido. Só que daquelas mãos não saiam arraiais de porrada. E, quando isso acontecia, ficava envergonhada.

Em pequenos pensamos que elas são capazes de se transformar em qualquer herói de banda desenhada: são enfermeiras, cozinheiras, costureiras, donas de casa, trabalhadoras por conta de outrem, psicólogas, curandeiras, contadoras de histórias, conselheiras sentimentais para as primeiras paixonetas da escola primária, mágicas, polícias (para quando fazemos traquinices). Conseguem tirar um coelho da cartola quando mais precisam. Arranjam sempre tempo para tudo e mais alguma coisa, mesmo quando estão cansadas até dizer chega e à beira de um ataque de nervos. 

Nunca gostamos quando elas nos agarram para dar beijos. O beijo de mãe dado em público envergonha os filhos. Não queremos ficar com a testa marcada pelo slogan "menino da mamã". Detestamos quando alguém nos diz isso. Mas também somos capazes de desferir um pontapé à karateca se alguém nos insulta com um estrondoso "filho da Pu....". Á mãe nunca ninguém pode chamar nomes feios. 

Elas dão-nos imensas dores de cabeça. Telefonam a toda a hora para saber como estamos, se comemos bem, se tirámos a roupa do estendal quando está a chover, se estamos cansados. A resposta é sempre a mesma: "sim mãe, não mãe, ó mãe já te disse que fiz comida para dois dias". Quando desligam, damos graças ao senhor por o telefonema ter terminado sem um "eu avisei-te, mas tu nunca me dás ouvidos. Olha que eu sou tua mãe!". Mas sabe tão bem quando a ouvimos. Feliz Dia para todas as mães.

Guilty nº1: Chocolate

por Zé, em 04.05.13

E começamos a nossa lista de guilty pleasures com o maior de todos: o chocolate. Meus amigos não me venham cá com cigarros, álcool e coisas para snifar: o chocolate é o protagonista de alguns dos melhores momentos de puro prazer (vá lá, o sexo também mas desse falaremos mais adiante…).

Na verdade quem não gosta de comer chocolate deveria ser julgado em tribunal. Não o Constitucional, que esse consideraria de imediato o consumo de chocolate inconstitucional, obrigando a diminuir na balança os quilos acrescentados desde a última pesagem. Mas por um tribunal popular, autêntico PREC dos chocolateiros. Todos na rua abraçados, com um cravo numa mão e uma tablete de chocolates Regina na outra, enquanto desfilam em direcção ao Pingo Doce para comprarem mais…

 

O grande problema do chocolate é a sua diversidade. Quando era puto só tínhamos duas escolhas: o negro, com carradas de açúcar (ah, que saudades do “Coma com Pão” e do Bollycao com cenas maradas lá dentro); e o branco, normalmente marginalizado por se parecer com um sabão de lavar as mãos. Hoje é vê-los aparecerem com todas as formas e feitios: carregados de amêndoas ou nozes, com licor (belas bezanas à conta do Mon Cheri…) ou polvilhados de arroz tufado (magano do Ambrósio, só chegas no inverno…). O chocolate preto, meu companheiro de aventuras nas noites de insónia. O velhinho Pantagruel, arma eficaz para transformar uma simples Mousse de Chocolate numa explosão de sabores e calorias (experimentem fazê-la com Marshmallows e vão confimar o que digo. A culpa é da Nigella).

 

Mas depois surgem as combinações tresloucadas: por exemplo os novos Milka com bolacha TUC. Que raio de coisa. Bolachas salgadas até dizer chega. Mas pedaços de chocolate no ponto certo, não muito duros e que se desfazem na boca em segundos. Perdoa o mal que faz pelo bem que sabe, já dizia a minha avó. Por isso quem não gosta de chocolates deveria ser julgado e condenado a uma pena eterna: ficar trancado para todo o sempre numa loja Arcádia.

Um autêntico "guilty blogue"

por Zé, em 04.05.13

A tarefa hercúlea a que me proponho só poderia vir da cabeça de uma pessoa com centenas (milhares?) de guilty pleasures. Todos nós os temos. Do simples quadrado de chocolate à música pimba mais odiosa à face da Terra. Os guilty pleasures são isso mesmo: pequenos prazeres proporcionados pela vida quotidiana, autênticas ilhas de descontracção e divertimento durante minutos, horas ou até semanas. O meu objectivo será esse: descobrir quais os 100 prazeres pecaminosos (a tradução para português fica ainda melhor) que preenchem a nossa vida e nos fazem esquecer a crise, o Passos Coelho ou o Zé-Zé Camarinha.

 

Mas este espaço não vai apenas incidir sobre os meus guilty-pleasures. Quero também conhecer os vossos. Desde que possam ser publicamente revelados (vá lá, também podem incluir uma ou outra fantasia realizada graças ás 50 Sombras de Grey). O que detestam em público mas adoram em privado; o que vos irrita tanto ao ponto de se tornar um pequeno bombom de felicidade; o que vos faz protagonizar autênticas “viagens pela maionese”. Para tais sessões de esclarecimento público dos guilty pleasures nacionais, podem utilizar a caixa de comentários do blogue ou escrever na página do Facebook dedicada a este projecto. Façam like, partilhem com os vossos amigos, conhecidos ou camaradas de guilty pleasures. Por agora faremos uma lista de 100 desses prazeres. Mas podem ser muito mais.

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