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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

Guilty Pleasure nº6: Tony Carreira

por Zé, em 30.06.13

Eu já lhe chamei tudo e mais alguma coisa. Pimbalhão. Piroso. Um bocado abichanado. Plagiador de músicas italianas. Enfim, pensem em todos os nomes feios que possam chamar a uma pessoa que eu já os utilizei para qualificar o Tony Carreira - ou como lhe chama uma prima minha, o Tony das Camionetes (carreira, camionete, estão a perceber o trocadilho?)

 

Mas analisando friamente o fenómeno Carreira (que começou no pai e agora estende-se aos filhos Mickael e David), não podemos ignorar uma coisa: o homem sabe como arrastar multidões para os seus concertos. Mesmo que as músicas não valem um chavo. O povo feminino cai que nem tordos a seus pés, organizam excursões de norte a sul do País para o seguirem onde quer que vá, mesmo que seja uma dona-de-casa algarvia e ele vá dar um concerto a Viana do Castelo. Elas estão lá caidinhas. E não pensem que são apenas donas de casa desesperadas com óbvias insuficiências matrimoniais: meninas assim para as minhas idades (na fronteira dos 30) também não dispensam a sua dose de mel by Tony (até parece slogan para um perfume).

 

Vejam o que aconteceu ontem à noite: depois de um dia em que andou tudo a ver couves, tomates, bezerros e ovelhas no Terreiro do Paço, à noite o Piquenique do Continente foi completamente eclipsado pelo concerto do Tony. E estavam milhares de pessoas. E eu dei por mim, no meu humilde apartamento da margem sul, a trautear o "passo o dia a sonhar contigo". Vergonha.

 

O pior é que isso acontece com uma frequência incrível. Mesmo que o detestemos, somos levados por vezes a cantarolar algumas músicas. E quando nos apercebemos do sucedido: blasfémia! Invocámos o nome do demónio! Mas quem em Portugal consegue juntar, sei lá, 100 mil pessoas no Terreiro do Paço para um concerto??

Guilty pleasure nº5: TV Guia

por Zé, em 29.06.13

Quando nos dirigimos alegremente (máquina de ironia elevada ao extremo) a um dentista, uma das coisas que encontramos na recepção para aumentar o grau de pânico são as... revistas. Sim, as revistas. Não as do Expresso, a Sábado ou a Visão mas as da TV Guia. Ou TV Mais. Ou Telenovelas. Ou Maria. Ou Ana + atrevida. Ou a Mariana. Ou a TV 7 Dias. Ou a... ok, desisto.

 

 

Na verdade, todos nós falamos mal da chamada "imprensa cor-de-rosa". De vez em quando lá sai o comentário "mas a vida deste interessa a alguém?". Não, não me interessa que a Lili Caneças tenha um novo namorado. Ou que o Castelo Branco tenha andado a fazer poucas vergonhas com um senhor num hotel. Ou que a Pimpinha Jardim (o nome da minha futura filha, á qual depois vestirei uma burqa para não ser reconhecida na rua) esteja em Los Angeles a gozar férias com o seu mais que tudo. E que a Marta Leite de Castro se tenha apaixonado/desapaixonado/tido um flirt/ficado apanhadinha (riscar o que não interessa) por um marmanjo qualquer.

 

Mas lá no fundo, um neurónio chamado "voyeurista" não dá descanso. Tentamos resistir á tentação de pegar na TV Guia, procuramos encontrar um folheto médico com descrições sobre a arte de esburacar a nossa dentição com um berbequim, começamos a andar de um lado para o outro, mas por fim, a tentação é maior: e quando pegamos na TV Guia, parecemos um bando de drogados do Casal Ventoso. Snifamos a vida do jet 7/jet 8 com uma rapidez impressionante. E depois, ressacamos à espera da próxima edição.

 

Ah... a nossa vida é tão desinteressante não é? Valha-nos os santos do Big Brother Vip, que nos fazem pensar como as nossas vidinhas mesmo assim não são tão fúteis...

Guilty pleasure nº4: as novelas da Globo

por Zé, em 28.06.13

Grande culpada neste momento: Avenida Brasil. Sim, é um autêntico "guilty plesaure". Quando estreou, toda a gente na minha casa murmurou "oh não, mais uma novela com sotaque". Na verdade a Gabriela do século XXI já tinha provocado um pequeno terramoto no horário nobre do barraco. Ou melhor: a culpada foi mesmo a Juliana Paes. Quando pensávamos que a FOX, o AXN e o 24 Kitchen iriam finalmente voltar a ocupar as respectivas posições na nossa auto-grelha programativa, eis que os irmãos brasileiros decidem invadir novamente o espaço com uma novelaça.

 

Para falar a verdade, a contaminação da televisão portuguesa com os produtos canarinhos começou há quase 40 anos com... a Gabreial. A Sónia Braga (o nível de sensualidade é ligeiramente inferior ao da Juliana, mas também estava-se em 1976) cortou a respiração ao povo recém-saído de uma ditadura, e até obrigou o Parlamento a serviços mínimos quando a RTP transmitiu o último episódio (mas o Parlamento alguma vez funcionou a 100 por cento??). Já na década de 90, a SIC desatou a comprar tudo o que era novela made in Globo para deleitar-nos após o jantar. 

 

 

Uma das minhas recordações desta época é Terra Nostra. Ah, a Ana Paula Arósio... (suspiros multiplicados por 1 milhão). A primeira paixoneta mediada pelo ecrã de tv que tive na minha vida. Não importava nada a história dos emigrantes italianos que chegavam ao Brasil. A Ana Paula centrava as atenções. O marmanjo por quem ela estava apaixonada não interessa nada para o assunto, mas ajudava a criar uma história que fazia chorar as pedras da calçada. E o mais impressionante - toda a malta via a novela como quem absorve hoje em dia o Big Brother Vip.

 

Os meus compatriotas homens, quando acompanham estas coisas, é por duas razões: as actrizes (que são melhores e mais engraçadas, físicamente falando, que as portuguesas) e as cenas explosivas que por vezes ocorrem. Por exemplo: ainda tenho na memória uma cena em que todo um enorme centro comercial, em forma de Torre de Babel (assim se chamava a novela) desabava em labaredas de fogo com um casal de lésbicas lá dentro. Fogo, Lésbicas, Torre de Babel... Oh meu deus.

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