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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

Publicidade gratuita (e descarada)

por Zé, em 22.08.13

A minha terra está em festa. A partir de amanhã, e durante 10 dias, a bela vila de Corroios, na não menos bela Margem Sul do Tejo recebe as já tradicionais (e altamente conhecidas) Festas de Corroios. Vinde cá para comer uma bela bifana no Pão e depois andar nos carrosséis - basicamente para deitar fora o que se comeu anteriormente. Dia 30 têm o Quim Barreiros e seus trocadilhos pecaminosos, dia 31 os dinossauros Xutos e Pontapés e a 1 de Setembro os meus Deolinda. 

A publicidade é gratuita. Mas se a Junta de Freguesia me quiser oferecer uma carrada de farturas e churros de borla, não me faço rogado.

O caramelo milionário e a jornalista dos 27 mil euros

por Zé, em 21.08.13

Lorenzo Carvalho provoca Judite Sousa

 

Aqui há umas semanas escrevi um texto sobre a bombástica festa de aniversário do menino-rico luso brasileiro, Lorenzo Carvalho de seu nome. Até Julho não conhecia o marmanjo, mas fiquei de olhos em bico quando ele teve a desfaçatez de convidar a minha bomba-loira Pamela Anderson para a sua festa de aniversário. 

 

Mas parece que Judite de Sousa também não o conhecia e quis tirar-lhe o raio-x, frente a frente e em directo para todo o Portugal ver. Correu-lhe mal. Muito mal. Em especial aquela parte em que tenta justificar uma série de mortes ocorridas na família do rapaz com "assassinatos". Que eu saiba, não estamos propriamente diante de um Don Corleone para ver avozinhas mortas pela máfia.

Judite quis julgar moralmente Lorenzo por este ser podre de rico e não ajudar os pobrezinhos nestes tempos de crise. Pois, minha querida: faça essa mesma pergunta ao seu ex-marido, actual candidato balofo à Câmara de Lisboa, que também deve ter ajudado muita gente com fome nos seus tempos de Sintra...

 

Resumindo e baralhando: Lorenzo é um puto podre de rico, mimado, sem grandes propósitos na vida a não ser gastar à grande e à brasileira a fortuna da família. Mas Judite não tem moral ou poder social para ser transformar em justiceira do povo. O jornalismo português voltou a atingir um nível muito baixo.

Como perdi a oportunidade de ser Euromilionário

por Zé, em 21.08.13

 

Os meus últimos dias têm sido passados a escrever listas com o seguinte título: "o que o Zé faria se ganhasse o Euromilhões". Pensamento temporário, pois as hipóteses de ganhar qualquer coisita, nem que sejam 5 euros, nessa febre dos milhões estão mais próximas do 0 do que de 100 por cento.

 

Para ser sincero nunca achei grande piada aos jogos da sorte. Nos tempos de miúdagem, o meu pai adorava passar para as mãos deste pestinha o boletim do Totobola (alguém se lembra da musiquinha que passava na televisão? Totobola 1X2, lalalalala). Regra geral, colocava cruzinhas nos números de sempre. Nem um cêntimo alguma vez saiu daquelas bolinhas mágicas.

 

Até há bem pouco tempo não ligava patavina ao sorteio do Euromilhões. Ou melhor: só prestava atenção á Marisa Cruz (a rapariga ainda está ali para as curvas). Os números nunca me interessaram "isto só sai a peixeiras do Norte com fama de desbocadas". Mas, meus amigos, parece que a sorte quer bater à minha porta, mas não sabe como. Ontem, dia do sorteio habitual do Euromilhões, resolvi passar pela papelaria aqui da zona. Ás 6 da tarde, com quase 40 graus de temperatura, uma fila enorme quase que dava a volta ao quarteirão. Lá peguei num boletim, meti as cruzinhas nos números que me vieram à cabeça e esperei pela minha vez. Esperei. E voltei a esperar. "Ai que a mulher nunca mais despacha isto". "Chiça que aquele marmanjo de bigode deve ter gasto o ordenado todo a fazer o Euromilhões". "Ó senhora, avance lá com a maquineta que hoje dá bola na televisão e eu ainda tenho de ir ao Pingo Doce".

 

Conclusão: sai da fila e enfiei o raio do boletim no bolso, sem o ter entregue. Ás 9 e meia da noite, quando a menina do Euromilhões anunciou a chave oficial, voltei a olhar para o boletim amarrotado. A esta hora, poderia estar milionário. Sim, caros leitores, naquele fatídico boletim desenhei cuidadosamente bolinhas em torno do 5, 11, 42, 49 e 50 e das estrelas 8 e 11. 80 milhões de euros. Leram bem: neste momento poderia estar a caminho das Maldivas. Mas a senhora da papelaria não deixou e o peixe do Pingo Doce já estava à minha espera.

Estou de volta!

por Zé, em 14.08.13

Caríssimos leitores: peço desculpa por esta interrupção forçada de uma semana. Infelizmente os motivos não são os melhores: há precisamente uma semana perdi um dos meus melhores amigos subitamente. Parece que o coração não quis continuar a sua caminhada e parou. Simplesmente. O coração não devia parar quando se tem 28 anos. 

 

Por isso estes 8 dias foram de uma tristeza enorme. Mesmo para mim, que não sou de sucumbir ás dificuldades e ás tristezas. Mas neste caso, vacilei um bocadinho, ao ponto de interromper as escrituras neste blog. Dizem que a escrita é a melhor maneira de exteriorizar as nossas emoções. Só que desta vez preferi guardá-las para mim. 

A crise chegou ao OLX

por Zé, em 06.08.13

Nunca percebi muito bem o objectivo de sites como o OLX. De cada vez que lá vou, só dou de caras com produtos que nem 10 cêntimos valem. Vende-se de tudo, mas sem qualidade (quase) nenhuma. Está bem que nestes tempos de crise todos querem fazer algum dinheiro vendendo objectos em 2ª mão, que deixarm de utilizar. Mas não pode ser justificação para a autêntica avalanche de coisas horríveis que por lá pululam.

Vejam por isso este vídeo. Está lá bem explicadinho como é que a crise chegou também ao OLX.

E agora... no Facebook!

por Zé, em 04.08.13

Ah pois é. Isto das redes sociais tem muito que se lhe diga. Depois de chegarmos à plataforma do passarito (o Twitter), agora entrámos de malas e bagagens no Facebook!

 

A partir de agora, toca a visitar a nossa página oficial, ponham imeeeensos likes, partilhem, façam o que quiserem. Entre o blogue e o Facebook, vamos passar belos momentos a revelar os guilty pleasures deste que vos escreve - e os vossos. 

 

No topo do blogue, mesmo ao lado do passarito, estará o símbolo do Facebooki. Entrem na página e deixem a vossa reacção.

"A Gaiola Dourada": um bom guilty pleasure português

por Zé, em 04.08.13

 

 

Há muito tempo que não via um filme com actores portugueses e sobre Portugal - ou a maneira de se ser português no Estrangeiro. Por isso, foi com alguma relutância que ontem me desloquei até ao Fórum aqui do sítio para acompanhar "A Gaiola Dourada". O filme do jovem luso-francês Ruben Alves é uma brilhante e agradável homenagem à enorme comunidade portuguesa emigrada em França. 

 

Estão lá praticamente todos os estereótipos do português em terras gaulesas: a mulher porteira (magnífica interpretação de Rita Blanco, a demonstrar que é uma das melhores actrizes portuguesas da sua geração); o marido trabalhador da construção civil, mas que subiu a pulso na empresa até chegar a encarregado de obras (um Joaquim de Almeida em estilo humorístico que nunca pensei ver); os filhos nascidos em França, mas com um orgulho imenso nas origens humildes dos seus pais, e que são os primeiros a incentivá-los ao seu regresso a terras lusas.

 

Muitos irão certamente criticar a excessiva presença dos estereótipos ligados a Portugal. Fado, Futebol, o bacalhau, as profissões desempenhadas pelos emigrantes, a desconsideração dos próprios franceses para com um povo que recebem desde os anos 50/60. Mas mesmo essas figurinhas do português típico dão um toque muito humano e simpático ao filme. Afinal, ali está um pouco daquilo que é ser português. Um povo trabalhador, unido, em que a família está sempre acima de tudo o resto, conseguindo vingar mesmo nos ambientes mais difíceis.

 

Não percam a oportunidade de assistir à "Gaiola Dourada". Serão 90 minutos muito bem passados, com boas gargalhadas, mas também alguma lagrimita marota pelo meio. Ah, e não se esqueçam de acompanhar o desempenho de Maria Vieira. Uma excelente actriz, que chega por vezes a ser tão pouco valorizada no nosso país, mas que veste a pele da empregada de um casal francês sem papas na língua.

As músicas do Guilty Pleasures: Gusttavo Lima

por Zé, em 02.08.13

Mas quem manda a mim aceitar sugestões musicais de colegas de trabalho? É graças a um colega meu (obrigadinho Pedro!) que fiquei com esta música de Gusttavo Lima na cabeça a semana inteira. A letra... é melhor não falar dela. Agora que é uma verdadeira música de verão, para dançar naquelas festas à beira da praia com um cocktail na mão, lá isso é verdade. 

 

Para quem não conhece Gusttavo Lima, é um miúdo ainda com 22 anos que rapidamente conquistou o sucesso no Brasil graças ás suas músicas sertanejas. Ou seja: é o Justin Bieber lá do sítio. Normalmente detesto este género musical. Neste caso, é um autêntico guilty pleasure. Eu devia ter vergonha por publicar estas músicas. Pois, devia.

 

 

 

Thank god it´s Friday!

por Zé, em 02.08.13

Guilty Pleasure nº19: Bailaricos de Verão

por Zé, em 01.08.13

E chegámos ao primeiro dia de Agosto. O início das férias de verão para muitas pessoas, mas principalmente o mês de regresso temporário dos emigrantes a Portugal. Agosto é, por isso, o mês em que muitas aldeias deste país se enchem de vida, alegria e juventude por alguns dias. E tudo graças a quê... aos bailaricos de verão.

 

Aqui há uns bons anos, quando o típico emigrante vindo de França aterrava na sua aldeia natal, deixava os olhos dos habitantes locais em bico com a sua transformação radical. Chegavam em brutos carros, com roupa caríssima, arranhando à pressa um francês mal amanhado misturado com um português ainda bem presente. Para desnortear ainda mais os pobres velhotes, faziam tudo e mais alguma coisa para reforçar a ideia do "novo-rico", uma espécie de Zé Brasileiro português de Braga, outrora pobretanas até dizer chega mas agora renascido na pele de um "lorde".

 

Os bailaricos de verão eram - e continuam a ser - o sinal de que os emigrantes chegaram à aldeia. São eles que organizam as festas, ou concedem uma "esmola" generosa para a sua realização.  Os comes e bebes são à descrição, o suficiente para deixar ko qualquer um com as bifanas a pingar no pão, as chouriças e o entrecosto acabado de assar, e o vinho a martelo para beber de caixão à cova. O largo da igreja ou o campo de jogos são os locais escolhidos - importante é ser um espaço grande, para permitir um pé de dança e o alívio das necessidades do corpo...

 

Por falar em pé de dança: o que é que se dança? Normalmente as coisas resolviam-se com um acordeão e um homemzinho sentado a tocar. Com uns copitos em cima, não importava nada que ele tocasse a mesma música a noite inteira. Até se fosse preciso, era pago com um presunto e umas alheiras e está pronto a aviar. Mas aqui as coisas evoluíram. Vieram os computadores, a internet, e o velhote que tocava a concertina foi substituído pela banda, o cantor de músicas pimba ou, ainda mais económico, o computador ligado a uma coluna de som com música tirada da internet. Fazem-se bailaricos que é uma maravilha!

 

Para verem a sofisticação dos bailaricos populares de hoje, deixo-vos o exemplo de uma banda que vi numa aldeia de Viseu durante as minhas férias de Julho. Chamam-se "Banda Time" e tocam tudo o que vier à rede. O palco não é mais que um camião transformado nisso mesmo - um palco, com direito a ecrãs gigantes e luzes coloridas daquelas que cegam qualquer um. Mas, que diabo: quem disse que para uma noite de diversão à séria é preciso gastar muito dinheiro a preparar uma festa?

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