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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

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Guilty Pleasure nº9: ABBA

por Zé, em 02.07.13

 

 A arte de bem vestir em todo o seu esplendor. 

 

Querem que vos conte um segredo? Eu fui um dos 3 homens que viu o Mamma Mia no cinema. Não conseguiram ler o que escrevi anteriormente? Ufa, ainda bem. A minha masculinidade está safa para todo o sempre.


Se falamos aqui em guilty pleasures, pecado seria deixar passar em branco os... Abba. A banda formada por 2 marmanjas e 2 marmanjos, expoentes da pirosice musical e que se prolonga pela vestimenta, mas que provocam em mim sentimentos contraditórios. Principalmente a Agnetha.

 

Ah, a Agnetha. A morena também não é de se deitar fora, mas a Agnetha... é a Agnetha. Uma loiraça gira, sex-symbol dos anos 70 mas já a descambar um bocadinho nos 80, autêntica deusa dos pensamentos malandros que passavam pela cabeça de muitos jovens imberbes por essas alturas (ainda não era nascido, por isso a Agnetha não contribuiu para a minha formação masculina). Era ela a alma do grupo: as mulheres olhavam-na com inveja (dito por minha própria mãe, que tem tudo o que é disco dos Abba), os homens também. As mulheres devido ao cabelo loiraço perfeitamente penteado. Os homens, por um daqueles Australopitecus de Cro-Magnon que as acompanhavam ao piano e à guitarra ser o marido da Agnetha. Para o sexo masculino, a Agnetha era a lady na mesa e a louca na cama da música do Marco Paulo.

 

Também havia a morena, a Frida. Não, não é a Frida-Khalo. É a Anni-Frid. Não tão sexy como a Agnetha, mas mesmo assim de se lhe tirar o chapéu. Quanto aos marmanjos não falo, porque eram feios como tudo. Mas foi graças a eles que os Abba nos deixaram obras imortais.

 

Experimentem ouvir "The Winner takes it all" no meio de uma horrível fila de trânsito em plena Ponte 25 de Abril. Daquelas que começa no Aqueduto e prolonga-se até à Costa da Caparica. É uma experiência transcedental. Principalmente quando tentam desesperadamente impedir que um tipo qualquer se ponha à vossa frente na bicha. Um dia destes dei por mim a abrir a janela do carro e, em vez do habitual impropério "vai para o cara...." saiu-me um "The winner takes it allllllllllllll!" quando um BMW tentou enfaixar-se à frente do meu Smart. Esperei, sinceramente, que ele me brindasse com a "Waterloo". Em vão.

 

Mais grave foi quando o meu vizinho do segundo andar começou a trautear "Gimme, Gimme, Gimme a man after midnight" no elevador do prédio. É claro que saí logo no andar seguinte. Parece-me, no entanto, que ele prosseguiu a sua mini actuação no hall de entrada com o Dancing Queen. 

 

No entanto, os Abba são o meu guilty pleasure para as noites de desilusões amorosas. O que significa que os oiço pelo menos 4 vezes por semana. O disco dos Greatest Hits toca de uma ponta à outra. E choro sempre quando chega a parte da "One of us", enquanto me agarro com força à minha almofada com o Rato Mickey desenhado, deitando baba e ranho, e gritando bem alto o nome da minha conquista sentimental falhada. Mas não sonho com a Agnetha.

 

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