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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

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O Guilty Pleasure de um Portugal Monárquico

por Zé, em 23.07.13

Ontem rejubilei com o nascimento do rebento real inglês, e fiz uma pequena malandrice ao satirizar a forma como o povo tuga - e em particular a nossa querida Assembleia da República - reagiria a um acontecimento como este, caso o miúdo nascesse em Portugal e ainda tivéssemos cabeças coroadas. Quero dizer: cabeças com uma coroazinha a enfeitar ainda temos - o D. Duarte Pio e sua família -, por isso o sangue azul ainda não entrou em extinção por estas bandas. Mas são tão ignorados pelo resto do país como as intervenções da Heloísa Apolónia no Parlamento. Com a execepção, claro está, de que o pacato D.Duarte de Bragança fala num tom muito mais baixo que a distinta e irritante deputada verdista. 

 

A última vez que este rectângulo, à beira mar plantado, teve a oportunidade de presenciar um casamento real - ou qualquer coisa que envolvesse reis e rainhas - foi na longínqua década de 90. A 13 de Maio de 1995 (ainda por cima dia das aparições de Fátima), o duque de Bragança e a sua mais que tudo, a Isabelinha de Herédia, deram o nó no Mosteiro dos Jerónimos, perante um povo embevecido - e porque não, vaidoso - com aquele conto de fadas a acontecer em directo. Foi a derradeira tentativa da Monarquia nacional em marcar presença na vida do País. A partir daí, veio a Expo, o Euro 2004, a Troika e o Castelo Branco e o casal régio raramente voltou a abrir o pio. E Portugal perdeu cor, bom gosto e boas maneiras, já agora.

 

Não sou um defensor da Monarquia. Mas desde há muito olho para a existência de um rei como a solução possível para a resolução de alguns problemas da democracia em Portugal e, até, da crise actual. Começando pelo óbvio: em vez do Cavaco Presidente teríamos o D.Duarte Rei (solução muiiiiito melhor, nem há comparação possível). Em vez da Maria teríamos a belíssima Isabel de Herédia, ainda formosa - e que não colecciona presépios. Em vez do Portas, do Relvas e coisos que tais... bem, o mais certo é que continuassem a existir. Ou então seria uma decisão irrevogável.

 

Além da óbvia vantagem política, uma governação de sangue azul poderia trazer vantagens à economia do País. O futuro rei de Inglaterra ainda nem tem 24 horas de existência, mas já vale 280 MILHÕES de euros! Imaginem a quantidade de dinheiro que ontem entrou nos cofres da economia britânica à conta das festas em homenagem ao puto nascido, dos brindes e demais merchandising com a cara dos pais da criança, dos turistas que viajaram de propósito ao país só para presenciar o momento do anúncio oficial. É dinheiro que sai dos bolsos dos contribuintes? Também. Mas a quantidade que volta a entrar nas contas de uma nação é muito maior.

 

Para não falar no bom nome de uma nação monárquica. Apesar de todas as polémicas que possam surgir, um país com uma família real tem outro glamour. É representado oficialmente em eventos importantes pelo rei e não pelo Cavaco. E só este pequeno pormenor faz toda a diferença.

 

Por tudo isto, caros leitores, pensem bem se não seria boa ideia voltarmos a ter reis e rainhas. De todas as formas, já estamos na bancarrota. E a História de 800 anos de Monarquia é bem melhor e mais saborosa de contar.

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