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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

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Guilty pleasure nº7: olha a bola de berlim!

por Zé, em 01.07.13

 Imagem surrupiada à "Bolas da Praia", que agora leva a bela bola de berlim dos areias directamente à porta de casa: 

 https://www.facebook.com/bolasdapraia?ref=stream

 

Chegou finalmente o verão. O Gaspar ainda quis passar o calor para o mês de Outubro, já que os subsídios só serão pagos em Novembro, mas  não foi a tempo de mudar o calendário estival. Por isso, Gasparzinho, aguenta-te à bronca e vê lá se não tiras mais dinheiro à malta, porque precisamos de comer gelados e torrar ao sol da Costa da Caparica.

 

Uma das minhas recordações mais remotas das idas à praia (Praia da Cabana dos Pescadores, uma das melhores da Costa) não se prende com os castelos feitos na areia ou os gelados "Olá" comidos com sofreguidão. Praia que é praia precisa de... bolas de berlim (Berlim, Gaspar, isto anda tudo ligado...). Grandes, suculentas, redondinhas, cheias de creme a transbordar e com carradas de açúcar, o que transformava o momento de comer uma bola numa experiência só comparável ás conferências de imprensa do nosso Ministro das Finanças. 

 

Quase tão míticos como as próprias iguarias eram (e são, porque ainda não desapareceram totalmente) os seus vendedores. Lembro-me de uma senhora já velhota, na casa dos 70 anos, rosto cansado de tanto trabalho mas com uma energia inesgotável, que calcorreava o extenso areal de uma ponta à outra, de manhã à noite, para vender bolas de berlim, mil-folhas e os gelados mais para o derretido. O pregão anunciava: "olha a bola de berlim, pra comer até cair pró lado!". E de facto, assim acontecia: quem pedisse a bola não saía defraudado. Elas vinham sempre quentes, em condições de higiene assim para o duvidoso, mas maravilhosas. É claro que estragava sempre tudo, e ás tantas já tinha creme nas pernas misturado com a areia. Oh, what a hell: o importante era comer uma bola de berlim com o papo para o ar!

 

Apesar de a minha aderência á arte veraneante já não ser tão grande como nos tempos de miúdo, ainda gosto de bolas de berlim. Mas já não são o que eram. Comer uma bola na pastelaria e na praia não tem comparação: são dois mundos diferentes. Além disso, a querida ASAE exterminou muitos destes vendedores ambulantes como se fossem criminosos. Felizmente, houve alguém que pegou na ideia de reinventar a bela da bola e levá-la directamente a casa. Mas pelas fotos do facebook da "Bolas da Praia", a senhora vendedora da minha infância está vingada. Portanto, já sabem: esqueçam a gordura, o açúcar, o colesterol e a diabetes: venha esta iguaria para a toalha do canto.

 

PS: estou de férias!!!! Até daqui a 15 dias, emprego chato como ó caraças.

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