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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

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A essência de ser Ronaldo

por Zé, em 13.01.14

Cristiano Ronaldo venceu a segunda Bola de Ouro (foto LUSA)

Em oito dias o Portugal futeboleiro oscilou entre as lágrimas por Eusébio e os pulos de alegria pelo seu legítimo herdeiro. Cristiano Ronaldo conquistou, pela segunda vez na ainda fulgurante carreira, a descredibilizada Bola de Ouro. 

Sejamos sinceros: toda a gente já sabia que o vencedor do galardão seria o português. Após os brilhantes jogos frente à Suécia nos quais marcou os quatro golos da vitória, uma brilhante campanha de relações públicas foi montada, quer pela Selecção quer pelo Real Madrid, com o intuito de forçar a FIFA a reabrir as votações para a Bola de Ouro. Até Novembro, pelos vistos, Messi ganhava sem espinhas. Mas o facto de Ronaldo ter, literalmente, carregado a Selecção às costas rumo ao Brasil, reforçou a sua imagem de super-homem capaz de reinventar-se e ganhar forças, mesmo nos momentos mais complicados.

Há algumas semanas um bando de jornalistas estapafúrdios, daqueles que já não sabem o que mais inventar para vender jornais ou encher horas de emissão televisiva, desatou a fazer comparações entre Eusébio e Ronaldo. Qual dos dois é o melhor?, perguntavam eles entre sorrisos alarves. Pois aqui respondo: nenhum. Não se podem comparar épocas, estilos de jogo, equipas em que estão inseridos, até condições económicas e tecnológicas. Os dois foram e são exemplos magníficos das respectivas gerações. 

Agora é tempo de Ronaldo voltar a pensar no trabalho. Ele é, por muito que custe a certos intelectuais pobretanas do nosso país, o melhor exemplo de que o trabalho, o esforço, a dedicação e o gosto pela profissão são as razões principais - embora não totalmente as únicas - quando se quer atingir a perfeição. 

Ao receber o prémio Ronaldo chorou. Os detractores ter-lhe-ão chamado mariconço e azeiteiro ao verem esse momento em directo. Ele não se importa. Chorar faz parte das reacções humanas. E apesar de CR ser um super-herói, também ele chora. 

 

P.S. A homenagem da FIFA a Eusébio foi patética. Dez segundos de um vídeozeco que até um puto de dez anos consegue fazer. Em contrapartida, o grande Pelé - esse homem que nunca foi homenageado pela FIFA, coitado - esteve quase um quarto de hora a ser bajulado. Vindo de um Blatter azeiteiro, já não admira.

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