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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

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Guilty nº2: as mães

por Zé, em 05.05.13

"Mãe há só uma, a minha e mais nenhuma". Um slogan à maneira para comemorar o Dia da Mãe. Dia esse que nunca teve um espaço definido no calendário: já foi a 8 de Dezembro, passou pelo mês de Agosto, desde há uns anos estacionou em Maio. Mas as mães nunca mudam. Aliás, as mães parecem nunca envelhecer.

Quando éramos pirralhitos elas surgiam como a nossa maior dor de cabeça. "José, vai lavar os dentes. José vai-te vestir. José Emanuel, eu já te disse para parares de comer pão ás escondidas da mãe!". E lá aparecia eu, meio envergonhado, com a boca bem fechada para não mostar o naco de pão XXL enfiado à pressa para a mãe não ver, esperando levar uns açoites valentes pelo pecado cometido. Só que daquelas mãos não saiam arraiais de porrada. E, quando isso acontecia, ficava envergonhada.

Em pequenos pensamos que elas são capazes de se transformar em qualquer herói de banda desenhada: são enfermeiras, cozinheiras, costureiras, donas de casa, trabalhadoras por conta de outrem, psicólogas, curandeiras, contadoras de histórias, conselheiras sentimentais para as primeiras paixonetas da escola primária, mágicas, polícias (para quando fazemos traquinices). Conseguem tirar um coelho da cartola quando mais precisam. Arranjam sempre tempo para tudo e mais alguma coisa, mesmo quando estão cansadas até dizer chega e à beira de um ataque de nervos. 

Nunca gostamos quando elas nos agarram para dar beijos. O beijo de mãe dado em público envergonha os filhos. Não queremos ficar com a testa marcada pelo slogan "menino da mamã". Detestamos quando alguém nos diz isso. Mas também somos capazes de desferir um pontapé à karateca se alguém nos insulta com um estrondoso "filho da Pu....". Á mãe nunca ninguém pode chamar nomes feios. 

Elas dão-nos imensas dores de cabeça. Telefonam a toda a hora para saber como estamos, se comemos bem, se tirámos a roupa do estendal quando está a chover, se estamos cansados. A resposta é sempre a mesma: "sim mãe, não mãe, ó mãe já te disse que fiz comida para dois dias". Quando desligam, damos graças ao senhor por o telefonema ter terminado sem um "eu avisei-te, mas tu nunca me dás ouvidos. Olha que eu sou tua mãe!". Mas sabe tão bem quando a ouvimos. Feliz Dia para todas as mães.

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