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100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

100 Guilty Pleasures

Todos temos um. Para cada dia da semana.

Publicidade gratuita (e descarada)

por Zé, em 22.08.13

A minha terra está em festa. A partir de amanhã, e durante 10 dias, a bela vila de Corroios, na não menos bela Margem Sul do Tejo recebe as já tradicionais (e altamente conhecidas) Festas de Corroios. Vinde cá para comer uma bela bifana no Pão e depois andar nos carrosséis - basicamente para deitar fora o que se comeu anteriormente. Dia 30 têm o Quim Barreiros e seus trocadilhos pecaminosos, dia 31 os dinossauros Xutos e Pontapés e a 1 de Setembro os meus Deolinda. 

A publicidade é gratuita. Mas se a Junta de Freguesia me quiser oferecer uma carrada de farturas e churros de borla, não me faço rogado.

As músicas do Guilty Pleasures: Gusttavo Lima

por Zé, em 02.08.13

Mas quem manda a mim aceitar sugestões musicais de colegas de trabalho? É graças a um colega meu (obrigadinho Pedro!) que fiquei com esta música de Gusttavo Lima na cabeça a semana inteira. A letra... é melhor não falar dela. Agora que é uma verdadeira música de verão, para dançar naquelas festas à beira da praia com um cocktail na mão, lá isso é verdade. 

 

Para quem não conhece Gusttavo Lima, é um miúdo ainda com 22 anos que rapidamente conquistou o sucesso no Brasil graças ás suas músicas sertanejas. Ou seja: é o Justin Bieber lá do sítio. Normalmente detesto este género musical. Neste caso, é um autêntico guilty pleasure. Eu devia ter vergonha por publicar estas músicas. Pois, devia.

 

 

 

As músicas do Guilty Pleasures: Gabriel o Pensador

por Zé, em 26.07.13

Um dos músicos brasileiros que mais aprecio. Gabriel o Pensador consegue reiventar-se a cada novo trabalho, conquistando novos públicos sem grande dificuldade. Este "Solitário Surfista", além de falar do mar, essa coisa maravilhosa que reviroga qualquer um, emana uma boa disposição incrível. 

E ainda por cima faz referência ao nosso Fernando Pessoa: Navegar é preciso, viver não é preciso.


Uma capa de revista guilty pleasure

por Zé, em 18.07.13

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A capa da edição deste mês da emblemática revista "Rolling Stone" não poderia causar maior polémica. Tudo porque a edição de Julho traz na capa não um qualquer artista musical ou actor de cinema, mas sim o jovem bombista acusado de ter sido um dos autores dos atentados em Boston. 

 

Ao contrário de muitas virgens ofendidas, a capa da Rolling Stone não me causa repulsa ou indignação. Pelo contrário: é uma primeira página muito bem conhecida, representando um jovem na casa dos seus 19-20 anos, que poderia perfeitamente ser uma qualquer nova sensação da música pop.

 

Aliás, o título que acompanha a fotografia resume na perfeição o objectivo da revista: perceber como um rapaz (à partida) perfeitamente normal foi arrastado para as malhas do fanatismo religioso e do ódio, transformando-se num autêntico monstro e espalhando o terror numa maratona. Por vezes, é confrontando as pessoas com os seus maiores medos que se evitam pensamentos ou acções mais extremas. Quando toda a gente vê como um tabu debater ou sequer falar sobre aquilo que aconteceu na fatídica Maratona de Boston, o jornalismo dá o passo em frente, provoca, lança a discussão e pergunta sem medos. 

As músicas do Guilty Pleasures: Ana Moura

por Zé, em 15.07.13

E iniciamos hoje uma nova rubrica no blogue: os guilty pleasures musicais. Aquelas músicas que nos fazem sorrir assim que ouvimos os primeiros acordes, colocam o coração a bater a mil à hora, provocando uma vontade irresistível de cantar e bater palmas feitos doidos. Hoje a opção recaiu sobre uma moçoila que, além de bonita, tem um vozeirão incrível: a belíssima Ana Moura. "Desfado" é um tema orelhudo, misturando com mestria o fado, a música tradicional e até um bocadinho de pop. Tudo muito bem embrulhadinho pela voz da Ana. Ora apreciem e até amanhã.

Um dueto que é um autêntico guilty pleasure

por Zé, em 12.07.13

A Lina do blogue Quem Sai aos Seus apresentou uma lista com os seus 6 melhores duetos de sempre. Apesar de concordar com a inclusão dos Broa de Mel, esse casal paradigmático dos benefícios dos casamentos fofinhos, tenho de incluir na lista um 7ºdueto, para mim um autêntico guilty pleasure. David Bowie e Mick Jagger. Dancing in the Street. Um videoclip que levanta imensas dúvidas. A primeira: o que é que eles estiveram a beber antes das gravações? A segunda: porquê aquela coreografia tão...tão... pouco masculina? A terceira: quem é que teve a ideia de juntar aquelas duas peruas?

Guilty Pleasure nº11: Músicas de verão

por Zé, em 04.07.13

 

A prova do crime: Macarena.

Quem nunca cantou ou dançou ao som da Macarena que se acuse. Vá lá, não sejam mentirosos. Olhem que eu da Margem Sul consigo ver o vosso nariz de Pinóquio a crescer.
Na verdade a imagem de dois velhotes rodeados por belas moçoilas a dançar uma nova moda intitulada "Macarena", baseada numa coreografia ridícula que levava sempre a um abanar de ancas, tornou-se um fenómeno de verão lá para os anos 90. Eu lembro-me de ser obcecado por este portento de má música, e de praticamente tudo o que era bar na Costa da Caparica a tocar ad nauseum. Mas quem é que nos anos 90 não gostava desta música... mázinha?
As músicas de verão sofrem normalmente de um problema: o seu prazo de validade termina assim que o mês de Agosto dá lugar ao Setembro, ao frio, ao regresso ao trabalho, aos agasalhos. Músicas de verão significam praia, cocktais, bares, pouca roupa (ou mesmo nenhuma), festas ao final da tarde, churrascadas e bebedeiras pela noite fora. Servem apenas para gozar à brava aqueles 15 dias de férias, sem ser chateado por patrões e podendo calçar chinelos e vestir t-shirts em vez de sapatinho de vela e fato a condizer. 
A cada ano que passa, novas músicas de verão assaltam as nossas rádios e dão-nos a volta à cabeça. Regra geral sofrem de uma qualidade duvidosa - para não dizer que são realmente péssimas. Mas são tão más que se tornam autênticos guilty pleasures. Não perdemos a oportunidade de ir pesquisar no Youtube, para ouvirmos vezes sem conta e comprovar "realmente isto é música de porcaria". O problema é que o botão "replay" continua a ser utilizado. E a rádio transforma-nos em doidos varridos quando a tal música tão má que é um must começa a tocar em altos berros.
No entanto, boa música de férias foi produzida por um senhor chamado... Bryan Adams. Aquele "Summer of 69" é ainda hoje um hino ao verão, á juventude, à maluquice. A malta hoje em dia não aproveita nada disto - prefere andar a fotografar areia da praia para colocar no Instagram...
Por isso deixo aqui a questão: que música tornou-se a banda sonora perfeita para o vosso verão?

Guilty Pleasure nº9: ABBA

por Zé, em 02.07.13

 

 A arte de bem vestir em todo o seu esplendor. 

 

Querem que vos conte um segredo? Eu fui um dos 3 homens que viu o Mamma Mia no cinema. Não conseguiram ler o que escrevi anteriormente? Ufa, ainda bem. A minha masculinidade está safa para todo o sempre.


Se falamos aqui em guilty pleasures, pecado seria deixar passar em branco os... Abba. A banda formada por 2 marmanjas e 2 marmanjos, expoentes da pirosice musical e que se prolonga pela vestimenta, mas que provocam em mim sentimentos contraditórios. Principalmente a Agnetha.

 

Ah, a Agnetha. A morena também não é de se deitar fora, mas a Agnetha... é a Agnetha. Uma loiraça gira, sex-symbol dos anos 70 mas já a descambar um bocadinho nos 80, autêntica deusa dos pensamentos malandros que passavam pela cabeça de muitos jovens imberbes por essas alturas (ainda não era nascido, por isso a Agnetha não contribuiu para a minha formação masculina). Era ela a alma do grupo: as mulheres olhavam-na com inveja (dito por minha própria mãe, que tem tudo o que é disco dos Abba), os homens também. As mulheres devido ao cabelo loiraço perfeitamente penteado. Os homens, por um daqueles Australopitecus de Cro-Magnon que as acompanhavam ao piano e à guitarra ser o marido da Agnetha. Para o sexo masculino, a Agnetha era a lady na mesa e a louca na cama da música do Marco Paulo.

 

Também havia a morena, a Frida. Não, não é a Frida-Khalo. É a Anni-Frid. Não tão sexy como a Agnetha, mas mesmo assim de se lhe tirar o chapéu. Quanto aos marmanjos não falo, porque eram feios como tudo. Mas foi graças a eles que os Abba nos deixaram obras imortais.

 

Experimentem ouvir "The Winner takes it all" no meio de uma horrível fila de trânsito em plena Ponte 25 de Abril. Daquelas que começa no Aqueduto e prolonga-se até à Costa da Caparica. É uma experiência transcedental. Principalmente quando tentam desesperadamente impedir que um tipo qualquer se ponha à vossa frente na bicha. Um dia destes dei por mim a abrir a janela do carro e, em vez do habitual impropério "vai para o cara...." saiu-me um "The winner takes it allllllllllllll!" quando um BMW tentou enfaixar-se à frente do meu Smart. Esperei, sinceramente, que ele me brindasse com a "Waterloo". Em vão.

 

Mais grave foi quando o meu vizinho do segundo andar começou a trautear "Gimme, Gimme, Gimme a man after midnight" no elevador do prédio. É claro que saí logo no andar seguinte. Parece-me, no entanto, que ele prosseguiu a sua mini actuação no hall de entrada com o Dancing Queen. 

 

No entanto, os Abba são o meu guilty pleasure para as noites de desilusões amorosas. O que significa que os oiço pelo menos 4 vezes por semana. O disco dos Greatest Hits toca de uma ponta à outra. E choro sempre quando chega a parte da "One of us", enquanto me agarro com força à minha almofada com o Rato Mickey desenhado, deitando baba e ranho, e gritando bem alto o nome da minha conquista sentimental falhada. Mas não sonho com a Agnetha.

 

Guilty Pleasure nº6: Tony Carreira

por Zé, em 30.06.13

Eu já lhe chamei tudo e mais alguma coisa. Pimbalhão. Piroso. Um bocado abichanado. Plagiador de músicas italianas. Enfim, pensem em todos os nomes feios que possam chamar a uma pessoa que eu já os utilizei para qualificar o Tony Carreira - ou como lhe chama uma prima minha, o Tony das Camionetes (carreira, camionete, estão a perceber o trocadilho?)

 

Mas analisando friamente o fenómeno Carreira (que começou no pai e agora estende-se aos filhos Mickael e David), não podemos ignorar uma coisa: o homem sabe como arrastar multidões para os seus concertos. Mesmo que as músicas não valem um chavo. O povo feminino cai que nem tordos a seus pés, organizam excursões de norte a sul do País para o seguirem onde quer que vá, mesmo que seja uma dona-de-casa algarvia e ele vá dar um concerto a Viana do Castelo. Elas estão lá caidinhas. E não pensem que são apenas donas de casa desesperadas com óbvias insuficiências matrimoniais: meninas assim para as minhas idades (na fronteira dos 30) também não dispensam a sua dose de mel by Tony (até parece slogan para um perfume).

 

Vejam o que aconteceu ontem à noite: depois de um dia em que andou tudo a ver couves, tomates, bezerros e ovelhas no Terreiro do Paço, à noite o Piquenique do Continente foi completamente eclipsado pelo concerto do Tony. E estavam milhares de pessoas. E eu dei por mim, no meu humilde apartamento da margem sul, a trautear o "passo o dia a sonhar contigo". Vergonha.

 

O pior é que isso acontece com uma frequência incrível. Mesmo que o detestemos, somos levados por vezes a cantarolar algumas músicas. E quando nos apercebemos do sucedido: blasfémia! Invocámos o nome do demónio! Mas quem em Portugal consegue juntar, sei lá, 100 mil pessoas no Terreiro do Paço para um concerto??

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